SERÁ QUE ESTOU PREPARADO PARA FAZER INTERCÂMBIO? DESCUBRA NESTE POST

Vitor Maionchi Berardo Vitor Maionchi Berardo | 20 julho, 2020
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Será que estou preparado para fazer intercâmbio? Esse tipo de questionamento é mais comum do que imaginamos entre aqueles que sonham em viajar para o exterior com o objetivo de aprimorar uma nova língua.

Pensando nisso, Vitor Berardo, um dos especialistas em intercâmbio da Experimento, escreveu um artigo em primeira pessoa detalhando o que devemos considerar para responder tal pergunta. Acompanhe com a gente!

Fiz meu primeiro intercâmbio aos 18 anos, em 2011. Morei por 8 meses na região Oeste do Canadá, vivenciando dois tipos de programas diferentes: o High School, que é estudar em uma escola de Ensino Médio, e Curso de Idiomas em uma escola de inglês para estrangeiros, mais precisamente aILSCde Vancouver.

Depois disso, em 2013, comecei a trabalhar com intercâmbio. Desde então, me mantive na área. Intercâmbio é muito mais do que turismo, é educação. Para a maioria das pessoas, é sonho também. Lidar com essas duas peças é algo que traz extrema satisfação (para quem gosta, claro). 

Nesses mais de sete anos de experiência, tanto com vendas para o estudante final, como cuidando da parte de operação, produto ou como fornecedor, tive os mais diversos perfis de alunos, provavelmente algum que se enquadra ao seu!  

Existem pessoas que estão completamente prontas para vivenciar essa experiência e outras que precisam ser preparadas para isso, pois jamais se colocaram fora da realidade em que vivem. 

E aí, será que você está preparado para fazer intercâmbio ou precisa ser preparado? 

Ter mente aberta é essencial para fazer intercâmbio

estar preparado para o intercâmbio é respeitar as diferentes culturas e etnias

Essa dica eu dou de coração. Se você não consegue ser uma pessoa de mente aberta, nem tente fazer um intercâmbio, vá passear à turismo em algum hotel que a garantia de satisfação é maior.  

O intercâmbio envolve aprender com o diferente. Nenhum aluno escolhe a família, são as famílias que escolhem os alunos. Não existe a possibilidade de exigir cor de pele, preferência sexual, etnia e absolutamente nada.  

Por mais dinheiro que tenha, você não escolhe nenhum aspecto da família e é importante ter essa consciência. Lembre-se: no aspecto da homestay (casa de família), os intercambistas são absolutamente iguais para as instituições lá fora. São pessoas que serão recebidas por outras pessoas e fim! 

 Como exemplo de mente aberta, tenho duas senhoras que decidiram ir para a Irlanda por duas semanas, ambas com mais de 60 anos. O mais legal é que dentre diversas opções de hospedagem, as duas decidiram ficar em casa de família justamente para viver a experiência do intercâmbio com o máximo de imersão.  

Isso é ter mente aberta! Depois de já ter vivido as mais diversas experiências no Brasil, ter a possibilidade do novo num outro país, onde tudo é diferente e o novo pode ser uma descoberta incrível, depende do quanto a pessoa está aberta para ele. 

Toda pessoa, de qualquer idade, pode e deve fazer um intercâmbio. O intercâmbio é uma das melhores experiências da vida, desde que você esteja pronto(a) para realizar essa experiência de coração aberto.

Afinal, o que é o intercâmbio?

Intercâmbio é vivenciar o novo, o diferente, algumas coisas maravilhosas e outras que ficamos pensando “mas por que é que eu vim pra cá?”. Intercâmbio é sim estudar, mas a maior parte do dia você fica fora da sala, na cidade, vivenciando a cultura loca. 

É muito mais do que ser apenas o turista, é viver com pessoas que são de outro país e com costumes completamente diferentes dos nossos. Alguns costumes você irá admirar, outros que não irá concordar, mas acima de tudo, é necessário respeitar! 

Nesse tempo todo lidando com os mais diversos alunos, pais e responsáveis, já vi muita gente preconceituosa, homofóbica, xenofóbica e racista. Sabe o que é melhor de ter vivenciado essas situações? É que o mercado do intercâmbio não diz amém para essas pessoas apenas porque elas estão pagando pelo programa.  

Desde as primeiras orientações aqui do Brasil, até quando chegam nas escolas, as instituições, de um modo geral, mostram que o mais incrível do intercâmbio é a diversidade cultural e racial entre outros aspectos. 

 O intercâmbio é vivenciar o diferente, desde refeições em horários muito distintos dos nossos, até a rotina completamente oposta, tanto para países com melhor qualidade de vida, quanto para países onde a qualidade de vida é pior do que no Brasil.

Quais são os tipos de intercâmbio?

Existe uma diversidade muito grande entre opções de intercâmbio que podem ser realizados. Vou colocar abaixo as opções de acordo com a idade para que você analise tanto um possível intercâmbio seu, quanto de alguém da sua família: 

Intercâmbio para adolescentes (11 aos 18 anos)

intercâmbio para jovens

Programas de Férias no Exterior

Existe a possibilidade de realizar um Programa de Férias, onde um líder vai acompanhando o grupo de brasileiros e os alunos estudam inglês no período da manhã, de segunda a sexta-feira, além de realizarem atividades a tarde e muitas vezes viagens nos finais de semana. Tudo isso com o suporte da Experimento Intercâmbio 

Esse é um dos programas que os pais costumam ter informações sobre a maior parte do itinerário antes de fazer a matrícula. Os Programas de Férias acontecem durante o recesso escolar de janeiro e julho e duram de duas a quatro semanas. Clique aqui para conferir o vídeo sobre este programa incrível!  

A grande diferença de uma temporada para a outra é que em julho os programas normalmente acontecem dentro de alguma universidade e os alunos ficam em residência estudantil. Nesses casos, as escolas de idiomas alugam espaços dentro das universidades e utilizam a estrutura das mesmas.  

Já em janeiro, esse tipo de programa costuma ocorrer dentro das escolas e as acomodações são em casa de família. As refeições normalmente variam de meia pensão (café da manhã e jantar) e pensão completa (café da manhã, almoço e jantar). 

Existem também os Programas de Férias em que o aluno sai do Brasil sozinho e encontra o grupo lá na escola. Não muda muito comparado ao primeiro, só que não vai com um líder brasileiro e nem um grupo já fechado do Brasil. 

High School no Exterior 

Sabia que também é possível fazer parte ou todo o Ensino Médio no exterior? Há uma variedade de programas de High School, assim como de preços, e os alunos podem estudar em escola pública ou particular, com família remunerada ou voluntária (em alguns países).  

Existem também as escolas boarding, que são aquelas em que os alunos ficam na acomodação estudantil da própria escola e não na casa de família (que é o mais tradicional nos programas de High School). 

Os programas citados aqui podem ocorrer nos mais diversos países. Entre eles, os mais populares são Canadá, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido. Mas vale destacar que também existem opcções em outros países, inclusive de língua espanhola, italiana, alemã e francesa. 

Intercâmbio para adultos (a partir dos 18 anos)

intercâmbio para adultos

Muita gente reclama que “passou da idade de fazer intercâmbio”, mas tenham em mente a seguinte frase: não existe idade para ser feliz! Se realizar um intercâmbio te fará feliz, faça. 

Dito isso, vamos às diversas possibilidades que temos para nós, adultos.  

Curso de Idiomas no Exterior

Curso de Idiomas no Exterior é o meu programa de intercâmbio favorito. Já fiz quatro até o momento: um de três meses e três de duas semanas cada, esses últimos nas minhas férias de 2016, 2017 e 2019Basicamente, fazer um Cursos de Idiomas no Exterior é estudar em uma escola de inglês em outro país 

Existe uma variedade imensa nesse campo, você pode estudar inglês na América do Norte, Europa, Ásia, Oceania e África. Também é possível aprender espanhol na América Latina ou Europa 

Já idiomas como alemão, italiano e francês podem ser estudados na Europa, além do mandarim e japonês na Ásia.  

A variedade é imensa e, por isso, é necessário avaliar qual idioma será bom aperfeiçoar de acordo com o seu momento de vida! 

Existem cursos a partir de uma semana até um ano e as acomodações são das mais variadas. As mais populares são casa de família e residência estudantil, mas também existe a possibilidade e ficar em um hotel ou alugar um apartamento.  

Universidade no Exterior e Especialização no Exterior

Fazer Graduação no Exterior é uma ótima oportunidade para quem já tem o idioma num nível mais avançado. O mesmo é válido para cursos de Especialização no Exterior (Programas de Formação Profissional).  

Esse tipo de intercâmbio e experiência internacional pode agregar bastante para a carreira de muitos de nós! Aí vale analisar se existem cursos lá fora na sua área de atuação que valem aqui no Brasil. Se a sua ideia for, de fato, mudar de país, é preciso verificar quais cursos podem facilitar essa possível realidade.  

A maior parte de cursos técnicos e universitários precisa de um investimento maior do que um Curso de Idiomas no ExteriorAinda assim, quando investimos bem os resultados valem a pena, certo? 

Estudar e Trabalhar no Exterior

Nesse tempo que estou envolvido com intercâmbio, uma das procuras que mais cresceu foi a possibilidade de Estudar e Trabalhar no Exterior 

Quando envolve um país que está aberto a dar uma permissão de trabalho para os imigrantes, o que nesse caso nos envolve diretamente (pois somos imigrantes para eles), as possibilidades diminuem bastante. Vou citar aqui os mais populares. 

Para quem tem um nível baixo do idioma (leia-se básico/intermediário) as opções são IrlandaAustrália e Nova Zelândia. A Irlanda tem um dos um dos melhores custo-benefícios  

Quem estuda 25 semanas no país, pode trabalhar legalmente por meio-período, o que pode ajudar nos custos. A Irlanda tem detalhes bastante específicos e para saber mais sobre eles, basta falar com um consultor da Experimento. 

Já quando falamos de Austrália e Nova Zelândia, o cenário muda um pouco. Cursos a partir de 14 semanas (aconselho mínimo 16, pela minha experiência) podem dar a permissão de trabalho para os estudantes.  

Vale destacar que em casos como esses, existe uma grande variável, principalmente referente à idade. Pessoas acima de 35 anos costumam ter mais dificuldades para conseguir vistos de longo período para esses países.  

Ainda assim, caso seja um desejo/sonho, aconselho a procurar o consultor da Experimento ou um despachante especializado para ver se o seu perfil pode se encaixar em uma dessas opções. 

Outros Programas de Intercâmbio

Existe ainda a possibilidade de fazer o programa de Au Pair. Dedicado para mulheres de 18 a 26 anos, este intercâmbio permite que a intercambista viva legalmente nos Estados Unidos trabalhando com crianças e recebendo em dólar.  

Também há a possiblidade embarcar em um Trabalho Voluntário no Exterior, uma experiência enriquecedora e que pode ser combinada com um Curso de Idiomas no destino escolhido!    

Além do programa certo, o que mais preciso analisar para fazer intercâmbio?

Escolher uma agência de intercâmbio que te passe confiançacredibilidade e segurança também é essencial para a realização deste sonho 

Aconselho sempre os estudantes a checarem o histórico da empresa que contratam os serviços. A Experimento Intercâmbio é a agência com maior tradição do Brasil, está presente no mercado nacional há mais de 55 anos e é uma marca CVC Corp, o maior grupo de viagens da América Latina.  

É importante também contratar um seguro-viagem. A maioria das escolas e países exigem que os estudantes viagem com um seguro-viagem. Apesar de não querermos utilizá-lo, é importante tê-lo caso ocorra qualquer imprevisto.  

Sobre o visto, sempre aconselho procurar um bom despachanteApesar de ser um valor de investimento mais alto, é uma possibilidade maior e muito mais segura de ter o visto aplicado corretamente e, consequentemente, uma probabilidade maior de aprovação. 

E aí, será que você está preparado para fazer um intercâmbio?  

Deixe um comentário com as primeiras impressões e lembre-se de entrar em contato com um consultor Experimento para planejar e realizar este sonho!

 

Autor
Vitor Maionchi Berardo Vitor Maionchi Berardo

Jornalista, especialista em educação internacional (intercâmbio cultural), empreendedor, MBA em Gestão de Projetos

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