DIÁRIO EXPERIMENTER: CURSO DE IDIOMA E VOLUNTARIADO NA ÁFRICA DO SUL

Experimento Experimento | 26 Abril, 2019
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Nove meses, quatro continentes, cinco países, diversas cidades e muita história pra contar! No diário Experimenter de hoje temos Carla Amábile, que embarcou em uma aventura de tirar o fôlego: dar a volta ao mundo! Mas não é qualquer volta ao mundo, viu? O gap year da Carla é focado em educação internacional. Isso mesmo: ao longo deste período, ela fará sete cursos com objetivos diferentes a fim de aprimorar dois idiomas: o inglês e o espanhol.

No fim de cada viagem, a Carla vai compartilhar a sua experiência com a gente aqui no Diário Experimenter para dar dicas de destino, contar curiosidades e, claro, os perrengues que todo intercambista passa. Curso de idiomas, formação profissional, voluntariado são apenas alguns dos muitos assuntos que você verá por aqui.

A primeira parada da experimenter foi em Cape Town, na África do Sul, um dos destinos mais queridos pelos brasileiros! Confira abaixo o depoimento:

 

O Cabo da Boa Esperança é um daqueles passeios que não podem faltar no roteiro pela África do Sul!

 

A África do Sul não é o destino mais popular, mas carrega uma cultura riquíssima e uma história de respeito. Quem já foi fala que é lindo, mas nunca (eu disse nunca!) vamos conseguir expressar o que realmente é. Se for pra escolher uma palavra eu diria surpreendente! Isso é a África do Sul!

Cape Town foi uma escolha estratégica para meu primeiro destino do intercâmbio de volta ao mundo: eu precisava da natureza, tinha necessidade do novo e queria algo diferente. Além disso, é caminho para a Austrália (minha próxima casa), e isso significa quebra de tempo de voo e do baque com o fuso horário. Optei por 4 semanas, sendo as 2 primeiras de curso semi intensivo e as 2 últimas de trabalho voluntário. Durante todo período me hospedei em casa de família.

Voo

Eu fui com a South African, que é a principal Companhia Aérea que voa para a África do Sul! Avião novo, comida boa, nota 10! O voo saindo de São Paulo vai até Joanesburgo e demora por volta de 8h30. Depois ainda tem mais um voo de 2h30 pra Cape Town (e esse trecho eu fiz com a Mango, uma companhia aérea low cost deles). Há outras opções para o voo mais longo: LATAM e TAAG.

 

Curso de Idioma

Estudei na Good Hope de Newlands, um bairro residencial tranquilo, que está a aproximadamente 20 minutos de carro do centro. Optei por esse local pela proximidade das acomodações e pelo estilo da escola. Caso você prefira estar mais perto do centro e “agito”, e não se importe tanto com a distância das casas, há também uma unidade bem em City Centre (15 minutos andando do Waterfront, meu local favorito).

Classroom - Diário Experimenter

Parceira da Experimento, a Good Hope é uma das principais escolas de Cape Town.

A Good Hope de Newlands é uma casa com vista para as montanhas e conta com uma piscina, espaço externo de convivência e algumas salas de aula. O ambiente é super tranquilo e familiar. Minha sala tinha 8 alunos (majoritariamente europeus).

Na escola, é possível comprar uns lanchinhos na hora do intervalo, tem uma mini cozinha, café e água. Mas pra almoçar dá pra ir andando até o MiniMark (um mercadinho) ou até Palmyra Junction (um mercadão com restaurante, sorveteria, tudo no mesmo complexo).

Minha aula ia das 9h00 às 12h40, e esse tempo passa muito rápido porque tudo é dinâmico e as turmas são pequenas. Existe possibilidade de fazer cursos mais intensivos também!

 

Atividades da escola

A Good Hope é mesmo uma escola imbatível com o planejamento das atividades! Todo dia tem algo disponível após o horário de aula e os estudantes de Newlands e de City Centre podem se inscrever através do site. É super organizado, as vans buscam na escola e tudo funciona super bem.

Isso é uma forma MUITO legal de entrosar os alunos e é super prático porque você não precisa ficar pesquisando tudo por conta. E diferente de outras escolas que conheço, a adesão dos alunos nas atividades é bem grande!

 

Diário Experimenter – O primeiro dia de aula

Logo no primeiro dia, às 7h45, meu passaporte foi scaneado na recepção, fui encaminhada para uma sala com os alunos novos e preenchemos uma ficha para depois fazer a entrevista em inglês (o teste escrito já tinha sido feito online antes da viagem). Recebemos um kit com mapa, cartões postais e outras informações úteis. Peguei o livro emprestado, a carteirinha de estudante e efetuamos um depósito que é reembolsável caso não haja nenhum dano até o final da estadia.

Algumas outras orientações foram dadas pela Sisi, um anjo da recepção que faz absolutamente tudo para os alunos. Também recebemos o chip de celular e consegui carregar 2GB direto na escola, pagando por lá mesmo. E as próximas recargas você pode fazer na própria escola, na loja da Vodacom ou no mercado.

 

Voluntariado na África do Sul

Seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, participar de um trabalho voluntário é uma experiência transformadora tanto na vida de que faz, como na de quem recebe carinho.

Voluntariado na África do Sul.

Uma vantagem do intercâmbio na África é a possibilidade de fazer trabalho voluntário. Se for um projeto relativamente perto da escola, dá pra mesclar aula e trabalho ao mesmo tempo. Se for longe, dá pra fazer só o voluntário, ou algumas semanas de inglês e outros de projeto como eu fiz! E tem pra todos os gostos! A Good Hope é quem organiza, orienta e intermedia.

Eu optei pelo Children’s Hospital. Um projeto impactante que lida com crianças no hospital público da cidade. Nossa função foi entretê-las durante o período de internação. Pela manhã nos dirigíamos à “toys room”, colocávamos o uniforme (uma espécie de avental) e escolhíamos brinquedos diversos para todas as idades, como giz de cera, papel, quebra-cabeças, carrinhos, massinha, bolhas de sabão, etc. No começo a enfermaria específica era definida pela coordenadora do projeto e com o passar do tempo, nós nos dividíamos para cobrir as alas.

Contato com as crianças

Não consigo expressar a emoção que senti ao receber abraços, ao ver a felicidade das crianças quando nos viam, ao ouvir “você vai voltar, né?” e ao receber muitos “obrigado” dos pais. Nesse ambiente você com certeza faz a diferença, não só na recuperação das crianças, mas também para dar um certo descanso aos pais, que ficam ali incessantemente ao lado de seus filhos.

Algumas crianças não falavam inglês, somente Afrikaans ou Xhosa, mas a linguagem da brincadeira e do carinho é universal. Não se preocupe! Além de participar desse projeto, conheci outros dois: O Safe Haven, que cuida de crianças da comunidade e o Domestic Animal Shelter, que cuida dos cachorrinhos e gatinhos abandonados, esperando por adoção. Além desses, também há muitas outras opções com animais, idosos e crianças. Consulte!

 

Curiosidades da cidade

Assim que cheguei já fui alertada sobre o “low shedding”: os famosos apagões programados. A África do Sul está sofrendo ultimamente com a questão da energia, por isso, eles resolvem cortá-la em determinados horários (alternados dependendendo do dia do mês e da região). Algumas vezes isso acontecia de 3 a 4 vezes por dia. Alguns estabelecimentos já tem até gerador por causa disso.

A água também é um debate nacional. Apesar da situação ter melhorado bastante no último ano, ainda existem alertas para o uso racional da água (banhos rápidos, fechar a torneira enquanto se  escova os dentes, etc). Porém, nada disso atrapalhou minha estadia. Pode ir sem medo!

São muitas línguas oficiais no país, mas 3 delas você ouve com muita frequência: o Afrikaans (que dizem que lembra o holandês), o Xhosa (que é o maior barato porque você ouve uns barulhos de clique com a língua) e o inglês. Apesar de a presença dos dialetos, você fala inglês com todo mundo, desde os comerciantes até o motorista do Uber.


E aqui vão outras dicas para você:

– As entradas de tomada são diferentes de tudo que você já viu. Nem traga adaptador universal, não vai servir!

– Depois que chegar à conta do restaurante, inclua 10% no valor da sua gorjeta (gratuity tips).

– Manga e abacate são coisas que você vai ver em TODOS os lugares. Eu disse TODOS!

– Na primeira quinta-feira do mês sempre tem um evento especial na cidade.

 

Passeios imperdíveis

É simplesmente inacreditável a quantidade de passeios incríveis que você pode fazer nesse lugar. Você vai precisar de 3 semanas no mínimo pra fazer os principais. Mas eu achei 4 semanas, um tempo perfeito para o meu propósito! Vamos ao que interessa:

Picture - Diário Experimenter

Waterfront também é um daqueles passeios imperdíveis pelo destino.

Aventura

– Garden Route: Viagem incrível que passa por várias cidades incluindo parques, praias e montanhas, com atividades diversas como canoagem, interação com elefantes, bungee jumping, trilhas, cavernas, safari, etc.

– Safari: Se você não tem tempo e nem $$ pra ir de avião até o famoso Kruger, há algumas opções: a mais próxima de Cape Town é o Aquila Safari. Se você já for pra viagem de Garden Route normalmente tem o Safari lá no caminho também.

– Kirstenbosch: É o jardim botânico da cidade. Paga-se pouco pra entrar e vale muito a pena. No verão tem cinema ao ar livre uma vez por semana e show também uma vez por semana (ingressos comprados a parte, online também).

– Robben Island: Super indicado comprar o ticket online com certa antecedência. A saída é do Waterfront e inclui a balsa até a ilha, o tour no ônibus e o tour a pé com um ex prisioneiro. Pura história!

Praias

– Camps Bay: Uma das praias mais lindas que já vi. Relativamente perto do centro e com um visual de tirar o fôlego: mar de um lado, montanhas do outro. Tudo isso ainda com uma calçada cheia de restaurantes e barzinhos.

– Boulders Beach: A belíssima praia dos pinguins! Essa é um pouquinho mais longe (40 a 50 minutos de carro, dependendo de onde você morar). Existem complexos pagos para ver as aves, mas a primeira praia perto do estacionamento é free e eles ficam beeeem pertinho.

– Kalk Bay: A prainha é fofa, tem cafés super intimistas que ficam perto de um píer com as focas. Achei uma graça!

Enjoy the view!

– Cape Point: No caminho dá pra tirar foto na plaquinha simbólica do Cabo da Boa Esperança. Para contemplar a vista belíssima da cidade dá pra ir andando (uma subida de mais ou menos 20 minutos). PS: Não leve comida, os baboons (macaquinhos) são loucos pra roubar!

– Table Mountain: Tem a melhor vista de todas. Compre a subida por cable car via internet ou no local. Se pretende ver o pôr do sol lá em cima, chegue cedo. O Uber deixa o pessoal logo na bilheteria e depois é só pegar a fila pro “bondinho”. Dica: por mais quente que esteja no dia, leve jaqueta. Lá em cima, quando o sol se poe, venta muito e o frio é intenso.

– Signal Hill: Mais uma vista de tirar o fôlego. Escolha ver o pôr do sol no lugar e leve a toalha de picnic!

Degustação

– Vinícolas e arredores (Paarl + Franschhoek): Pra quem gosta de queijo e vinho, a Fairview Wine and Cheese de Paarl é super legal! E pra quem curte cidadezinhas fofas, com feirinhas ao ar livre (essa foi a melhor que já fui!). E escolha visitar Franschhoek no sábado pela manhã.

– Gold ou The Africa Café para comida Africana; Village Idiot ou The Orfanage para drinks.

Compras 

– Waterfront: Complexo lindíssimo cheio de lojas, shopping, restaurantes, bares, artistas de rua, um market maravilhoso, um museu, hotéis e a roda gigante símbolo!

– Oranjezicht Farmers Market: Há várias outras feirinhas legais, mas na minha opinião essa é imbatível! Somente aos sábados e domingos de manhã, ali na região do Waterfront. Imperdível!

 

 

A Carla é formada em Turismo e atua há 14 anos na área de Educação Internacional. Antes do gap year, ela fez intercâmbio no Canadá e Argentina.

Autor
Experimento Experimento

A Experimento é pioneira no segmento de intercâmbio cultural, com mais de 50 anos de atuação no Brasil, é a maior rede especializada exclusivamente em intercâmbio cultural do país.

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