DIÁRIO EXPERIMENTER – TUDO SOBRE FAZER INTERCÂMBIO EM SYDNEY!

Carla Amabile de Carvalho Carla Amabile de Carvalho | 10 setembro, 2019
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Difícil escrever sobre esse lugar deixando a emoção de lado. Sydney era tudo aquilo que eu esperava e mais um pouco: a mistura perfeita da cidade grande com praias lindas.

É impossível passear pelo centro, ou City/CBD como eles costumam falar, sem ouvir pelo menos 3 línguas diferentes. Cosmopolita e em constante expansão (há construções pra tudo quanto é lado), Sydney consegue emanar paz e energia em um só lugar.

Essa foi minha terceira casa fixa durante a volta ao mundo, onde fiz 4 semanas de curso semi intensivo e me hospedei em residência estudantil, pertinho da escola.

Sobre a cidade

CLIMA

Primeiro de tudo, se você acha que na Austrália faz calor o ano inteiro, está redondamente enganado. Sydney no outono faz um friozinho daqueles (pelo menos pra uma paulistana como eu!), principalmente depois das 17h que é quando o sol se poe.

Passei o mês de maio inteiro na cidade e a média era de 21 ºC graus de dia, com mínima a noite entre 12 e 16 ºC. Apesar do frio, ela é bem ensolarada e o sol é forte e ardido.

Nessa época do ano chove muito pouco, o que favorece as atividades ao ar livre! E rola praia? Sim, mas entrar no mar é quase impossível pra quem não tem roupa especial, pois a água é super gelada.

 

TRANSPORTE

Em Sydney o transporte é bem completo: tem trem, ônibus, ferry e light rail. E o que todo mundo faz logo que chega é comprar o Opal Card, cartão de transporte da cidade, e já carregar com o valor que quiser. Várias lojas de conveniência autorizadas vendem e também carregam caso você já tenha. OBS: Você consegue acompanhar o saldo do Opal Card pelo aplicativo e também fazer recargas.

As tarifas em Sydney são calculadas de acordo com a distância percorrida. Por isso, ao entrar e ao sair do transporte é necessário encostar o cartão em uma das máquinas.

Dá gosto de passear pela cidade. Os trens são novos, com dois andares e limpos! E tudo é muito pontual! E outra coisa boa é que o trem conecta também até o aeroporto. A tarifa é um pouco mais cara mas acaba valendo mais a pena do que táxi ou uber (se você vier sozinho/a).

Intercambio em Sydney - Onibus

 

DINHEIRO

A moeda da Austrália é o dólar australiano (AUD) e equivale a aproximadamente 2,80 reais (base de julho de 2019). O custo de vida é superior ao do Brasil, de fato. E de vez em quando assusta, especialmente se você vai a turismo (e fica convertendo cada centavo). Em contra partida, o salário mínimo do país é um dos maiores do mundo. Isso significa que, se você for com visto de estudante para trabalhar, consegue se manter (pagando aluguel, comida, atividades básicas do dia a dia, etc).

 

ESCOLA

Estudei na EC, uma escola que eu sempre amei e que inaugurou novos centros na Oceania recentemente.

A localização é excelente: na Oxford Street, pertinho do Hyde Park e dentro de um complexo com restaurantes (inclusive um brasileiro ótimo!), academia, supermercado, etc. A escola divide o andar com um College mas a maioria dos ambientes são separados.

No primeiro dia de aula os alunos novos recebem orientações gerais sobre a EC e a cidade, fazem o teste de nivelamento no computador, e um bate papo com coordenador. Algo bacana também é o tour pelos arredores da escola. Lembro bem de uma das meninas mostrando o ponto de ônibus, explicando sobre o cartão do transporte, falando sobre compras, restaurantes, etc. As aulas só começam no dia seguinte e eles dão uma carteirinha que dá direito a alguns descontos (chamado concession, na Austrália).

Minhas aulas começavam às 8 da manhã e terminavam às 11h20 (isto porque meu curso era semi intensivo e meu visto de turista). O foco era na preparação para o exame do Cambridge (CAE) porque o nível era avançado. Tive dois professores diferentes e ambos eram muito bons (um deles inclusive era examinador, o que dava uma base fortíssima para quem queria prestar a prova). Arrisco dizer que ambos estão entre os melhores professores de inglês que já tive!

O que gostei também na EC foi a proximidade do diretor com os alunos: o canal era super aberto; além da divulgação constante de atividades externas. Áh, e adorei o mix de nacionalidades: Suíça, Japão, Chile, Colômbia, México, Espanha. Só eu de brasileira na sala!

 

ACOMODAÇÃO

Em Sydney, optei por ficar na Yurong House, uma residência estudantil parceira da escola, e não me arrependi: 5 minutos a pé da EC, ambiente tranquilo, quarto individual e super bem localizada (em uma ruazinha tranquila e simpática).

O banheiro é compartilhado no corredor mas é super tranquilo: são dois banheiros por andar, e em cada andar há 10 quartos individuais. Ou seja, uma média de 1 banheiro para cada 5 pessoas (possivelmente as pessoas por ali tinham horários diferentes, por isso quase sempre estavam desocupados).

Dentro de cada quarto há uma pia, louça, frigobar, microondas, torradeira, armário, escrivaninha, abajour, cama de solteiro e uma grande janela. Já a área comum conta com uma pequena cozinha, salinha de TV e lavanderia.

O estilo da Yurong é bem simples, sem nenhum luxo, mas me atendeu super bem!

Além dela, a escola também trabalha com o Jack’s Place, uma residência estudantil que também conheci. Esta fica um pouquinho mais distante da escola (mas dá pra ir de ônibus tranquilamente), as instalações são mais novas, o espaço de convivência é maior (inclusive terraço com churrasqueira) e tem vários estudantes! Ela acaba sendo queridinha dos festeiros, mas existem regras quanto ao barulho, então não se preocupe!

Outra opção que alguns estudantes preferem é ficar em casa de família por um período inicial. Depois disso a maioria divide apartamento ou casa com amigos.

 

SUPORTE

Em Sydney, a Experimento conta com suporte local, em parceria com a 360 degree. Eles cuidam de todos os estudantes e possuem um escritório físico no centro da cidade. Inclusive, todos são brasileiros, o que dá um alívio para a maioria do pessoal!

Antes mesmo de chegar no destino recebi um e-mail com o contato da equipe e durante a minha estadia fiz uma visita ao escritório. Além disso, eles auxiliam em tudo: agendam o TFN (que é como se fosse o CPF australiano), ensinam a abrir conta no banco (até indicam uma gerente brasileira), dão dicas com relação a emprego, aluguel, cursos extras, etc.

 

TELEFONIA

Existem basicamente 3 opções de operadoras: A Vodafone, Telstra e a Optus. No dia que cheguei na Austrália fui em uma das operadoras e paguei por volta de AUD 30 por um chip pré pago com ligações ilimitadas dentro do país, para o Brasil (acredite!) e mais de 25GB de internet. O plano durou 28 dias e quando estava para expirar entrei no site e contratei mais (é possível também fazer o mesmo indo até uma loja física).

 

VOO

A principal Cia Aérea da Austrália é a Qantas e foi com ela que viajei. Gostei bastante do serviço e o sistema de check-in online é muito prático. Depois, bastou ir até uma das máquinas de auto-atendimento para imprimir a tag de bagagem e o despacho de malas também é feito de forma rápida e simples (também automatizado e sem burocracias). Essa companhia aérea costuma ter um limite de bagagem maior do que as menores: Tiger Air, Jet Star e Virgin Australia.

 

O que fazer?

PASSEIOS IMPERDÍVEIS

Eu poderia passar dias enumerando tudo que amei nessa cidade (mesmo os cantinhos mais simples), mas vou tentar resumir para facilitar a vida de vocês:

Urbano

  • Opera House: teoricamente dispensa comentários, mas mesmo assim eu vou comentar: ela vai te surpreeender! É maior do que eu imaginava e mais imponente também. E mais bonita de longe. A vista dela de lá do Botanic Garden é de tirar o fôlego.
  • Sydney Tower Eye: A torre com vista pra cidade. Dica: feche o menu no bar giratório que dá direito a um hamburguer e uma bebida. O valor é praticamente o mesmo da entrada só pra ver a vista.
  • Luna Park: Clássico parque de diversões australiano!
  • Town Hall: É a câmara municipal de Sydney e fica no meio da muvuca da cidade. O prédio é histórico e fica iluminado a noite. Normalmente alguns artistas (sensacionais) de rua se apresentam nos arredores.
  • Barangaroo: Um pedaço escondido no meio de prédios comerciais com bares e restaurantes e vista para o mar. (menos turístico e mais local)

    Intercambio em Sydney - Opera House

    @Carla_viajante no Opera House

Parques

  • Royal Botanic Garden: pelos motivos citados acima. Além de ser lindo e limpo!
  • Hyde Park: Um parque gostoso no miolo da cidade com outras atrações turísticas próximas (como a St Mary’s Cathedral).
  • Darling Harbour: vários restaurantes e bares e uma vista linda.
  • Chinese Garden of Friendship: é um Jardim japonês que exala paz. Construído no meio da muvuca, esse lugar é daqueles que rendem fotos lindas!
  • Circular Quay: Onde fica a Opera House, de onde saem os Ferrys e onde dá pra ver a Harbour Bridge, o Luna Park, etc. O conjunto ali é demais!

Praias

  • Manly Beach: A praia que fica do outro lado. É só pegar o ferry e ser feliz. Grande faixa de areia, um calçadão gostoso e vários restaurantes nos arredores.
  • Bondi Beach: A queridíssima dos brasileiros. Bondi (leia bondai) é a praia mais próxima do centro (35 minutos de ônibus mais ou menos) e super badalada. Muitos surfistas, muita gente descansando na grama, restaurantes de fish & chips, entre outras coisas.
  • Coastal Walk: Um dos melhores passeios sem nenhuma dúvida. O Coastal Walk é o caminho entre as praias de Bondi e de Coogee. Você vai a pé, seguindo as placas e passando por lugares lindos. Não vou falar mais nada, só vá!
  • Shelly Beach: Antes de chegar em Sydney não tinha ouvido falar nessa praia. Quando cheguei, me apaixonei. Um dos cantinhos mais lindos da cidade. O caminho de Manly até essa praia é MARAVILHOSO.

Intercambio em Sydney - Praias

DICAS

Com isso, agora lá vão algumas dicas extras pra você:

Restaurantes: Macchiato (comida italiana), Betty’s Burgers (hamburgueria clássica em vários lugares), Ovo Café (comida brasileira deliciosa na Oxford Street), Ovo Boteco (comida brasileira igualmente deliciosa mas mais requintada na Bayswater Rd), Yang San Park (churrasco coreano na Chinatown), Kura (restaurante japonês digno!)

Bar/Balada: Ivy Pool Club (uma balada gigantesca, com um dos ambientes em volta de uma piscina), Kings Cross Hotel (roof top de um hotel em King’s Cross, pequeno mas aconchegante), Establishment (bar espaçoso com noites de salsa e reggaeton), The Beach Road Hotel (vários ambientes, bastante brasileiro, em Bondi), Side Bar (o bar em si não tem nada de especial, mas algumas noites eles fazem festas interessantes como a dos fones de ouvido – onde cada um ouve sua própria música)

Evento: Vivid Sydney em maio! Um espetáculo de luzes, cores e músicas espalhado por toda a cidade. Lindo demais!

Enquanto fazia esse texto me transportei de novo pra essa cidade mágica que tanto me fez feliz! Certamente Sydney foi um dos melhores lugares que conheci na vida!

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