INTERCÂMBIO EM MELBOURNE – DIÁRIO EXPERIMENTER

Experimento Experimento | 17 julho, 2019
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Conhecida como a “Europa da Austrália”, Melbourne é uma das cidades queridinhas do país e, fazer um intercâmbio em Melbourne é, com certeza uma ótima oportunidade. Quando o assunto é número de habitantes, o destino quase ultrapassa Sydney. Melbourne foi uma das várias cidades escolhidas pela experimenter Carla Carvalho ao longo do seu gap year.

Acompanhe a seguir o relato da Carla e descubra como é a rotina de um estudante matriculado em um curso de inglês semi intensivo de quatro semanas, além, é claro, de dicas de viagem e outras curiosidades do local.

VOO

Eu viajei com a principal cia Aérea da Austrália, a Qantas. Gostei bastante do serviço e o sistema de check-in online é muito prático. Depois, bastou ir até uma das máquinas de autoatendimento para imprimir a tag de bagagem e o despacho de malas também é feito de forma rápida e simples, automatizado e sem burocracias. Essa companhia aérea costuma ter um limite de bagagem maior do que as menores: Tiger Air, Jet Star e Virgin Austrália. 

Em uma das viagens de fim de semana que fiz para Adelaide voei com a low cost Tiger Air. Com essa cia só é permitido viajar com uma mala de mão de no máximo 7kg e eles são super rígidos, porque pesam tudo antes de entrar na aeronave. Caso você queira aumentar o limite, é possível pagar no check-in online ou no próprio aeroporto.

CLIMA

Viajei para Melbourne no começo de abril e o clima já estava friozinho. O outono em Melbourne gira em torno dos 18 graus podendo chegar a 11 graus a noite. No sol fica mais quentinho, mas quando ele sumir você vai sentir aquele vento gelado! Importante: a Austrália é o país com maior incidência de câncer de pele do mundo, porque o sol é ardido mesmo nas épocas menos quentes, por isso: use filtro solar!

TRANSPORTE

Assim que cheguei na cidade comprei meu “Myki Card” – o vale transporte de Melbourne. Você carrega com o valor que quiser e pode usar nos diversos meios de transporte oferecidos: tram (tipo um bondinho), ônibus e trem. Tudo é muito eficiente e fácil! É só tocar o cartão na entrada e na saída para que o custo seja calculado e debitado do seu Myki.

E o melhor de tudo: o tram é gratuito no centro da cidade (chamado de City ou CBD). Isso significa que, se você se hospedar e estudar por ali, não vai gastar nada com transporte. Obviamente que isso faz com que os trams fiquem mais cheios do que o normal, mas você se acostuma, garanto!

Para ir do aeroporto até a City muita gente opta (inclusive eu) pelo Skybus. Esse ônibus de dois andares tem wi-fi, sai de dentro do terminal e te deixa na estação central – a Southern Cross. O custo é de aproximadamente AUD 19 (base de abril/2019). Ele é uma bela alternativa para quem não quer gastar mais que o dobro com Uber.

DINHEIRO

A moeda da Austrália é o dólar australiano (AUD) e equivale a aproximadamente R$2,90 (base de abril de 2019). O custo de vida de fato  é superior ao do Brasil e de vez em quando assusta, especialmente se você vai a turismo (e fica convertendo cada centavo). Porém, o salário mínimo do país é um dos maiores do mundo, isso significa que, se você for com visto de estudante para trabalhar, consegue, sim, pagar aluguel, comida e realizar atividades básicas do dia a dia. Para passar um mês, gastei aproximadamente AUD 1600 (sem contar acomodação), mas algumas pessoas gastam menos.

INTERCÂMBIO EM MELBOURNE – ESCOLA

Estudei na ILSC, uma escola canadense que já opera na Austrália há alguns anos e agrada MUITOS estudantes, inclusive a mim que estudei na base dela em Toronto quando tinha 20 anos e resolvi repetir a dose em 2019.

O conceito da ILSC é diferente de praticamente todas as outras instituições. Nela, você “compra” a carga horária e escolhe o tipo de curso chegando ao destino. Tudo isso obviamente baseado no seu nível de inglês e na disponibilidade do curso.

Minhas aulas iam das 8h30 às 11h15 da manhã. Essa carga horária foi reduzida porque meu visto é de turista e o meu foco era preparação para o exame de proficiência do Cambridge (o CAE). Quem estava com o visto de estudante ficava até às 13h00, e alguns até às 16h00. A sala tinha aproximadamente 15 alunos, sendo 3 brasileiros no total, e o restante vinha do Japão, Espanha, Turquia, Itália, Colômbia, Suíça, etc.

A escola é moderna e ocupa dois andares de um prédio comercial no centro da cidade, exatamente em frente à Southern Cross Station. Super conveniente! Nos arredores, há restaurantes de todas as partes do mundo, bares, cafés e cassino. O Yarra River, para mim, é o pedaço mais lindo da City, fica 5 minutos a pé.

Intercâmbio em Melbourne - Yarra River

Carla tirando uma bela foto em seu local favorito: Yarra River

O PRIMEIRO DIA DE AULA

Logo no primeiro dia de aula, por volta das 8h45, meu passaporte foi scaneado na recepção e fui encaminhada para uma sala com os alunos novos. Preenchi uma ficha, entregaram alguns documentos contendo o resumo da orientação (tanto em inglês, como em português) e começamos o teste de nivelamento de idioma (gramática e redação). Em seguida, cada um foi chamado individualmente para um bate-papo.

Entregaram a carteirinha de estudante, que dá desconto em vários serviços, e explicaram como funciona a escola. Depois fizemos um “tour” interno e pediram para cada um instalar o aplicativo da ILSC. Por volta das 21h00 do mesmo dia, o número da sala de aula e nome do professor apareceram lá. Mas as aulas mesmo, só começaram no dia seguinte.

INTERCÂMBIO EM MELBOURNE – TRABALHO

Em geral, a Austrália é um destino escolhido pelos estudantes de “longa duração”, ou seja, por aqueles que querem ficar no mínimo 4 meses para poder trabalhar meio período (20 horas semanais). O trabalho é uma concessão do visto e a ILSC auxilia com “job clubs” e outras orientações. 

A impressão que tive é que o intercâmbio em Melbourne é a escolha número um daqueles que tem trabalho como prioridade. Como a cidade está em constante expansão, oportunidades não faltam. Porém, é bom lembrar que os empregos são em áreas como: serviços gerais, limpeza, cozinha, atendimento ao público e construção. Quem tem o inglês mais básico tem um pouco mais de dificuldade no início, mas acaba conseguindo algo em pouco tempo.

Curiosamente, não encontrei muitos brasileiros na cidade, já os asiáticos e os colombianos estão por toda parte!

CELULAR

Existem basicamente três opções de operadoras: A Vodafone, Telstra e a Optus. No dia que cheguei na Austrália, fui em uma das operadoras e paguei por volta de AUD 30 por um chip pré-pago com ligações ilimitadas dentro do país e para o Brasil, e ainda 25GB de internet. Acredite se quiser! O plano durou 28 dias e quando estava para expirar entrei no site e contratei mais. Isso é possível fazer também mesmo indo até uma loja física.

INTERCÂMBIO EM MELBOURNE – CURIOSIDADES 

  • Melbourne foi eleita como a melhor cidade para se viver no mundo por vários anos consecutivos. Em 2018, ficou em segundo lugar, perdendo só para Viena, na Áustria. 
  • O transporte no centro da cidade é gratuito e funciona! 
  • Não só em Melbourne, mas na Austrália em geral, há uma cultura forte de sentar-se na grama dos parques. Seja para ler um livro, descansar, ouvir música ou fazer piquenique. 
  • A cultura do café é fortíssima em Melbourne. É muito comum ver as pessoas andando na rua com o copinho. 
  • Aqui e em toda a Austrália todo mundo vai no restaurante e pede água da torneira, mais conhecida como tap water, porque além de potável ela é gratuita!
  • Australianos encurtam as palavras. Afternoon é ARVO, Breakfast é BREKKY, Barbecue é BARBIE. E por aí vai!
  • Praticamente em todos os supermercados têm o auto-atendimento. Você mesmo scaneia suas compras e paga na máquina, sem nenhum atendente. 
  • Também existe uma cultura gigante na cidade com relação ao uso das sacolas plásticas. Todos vão ao mercado com suas sacolas reutilizáveis.

INTERCÂMBIO EM MELBOURNE – PASSEIOS IMPERDÍVEIS

Melbourne é uma cidade grande, para os parâmetros australianos, por isso tem bastante coisa pra fazer. Esses passeios estão entre os meus favoritos:

Praias

  • St Kilda: Praia próxima do centro da cidade, aproximadamente 30 minutos de tram. Vá até o pier durante o pôr do sol e espere na região até o anoitecer para ver os pinguins. 
  • Brighton Beach: Essa praia é um pouquinho mais pra frente de St Kilda e mais “relax”. É um ponto obrigatório pra tirar fotos nas casinhas coloridas.
  • Great Ocean Road: Esse é com certeza o melhor passeio. Se você chegou até Melbourne, não pode perder! A Great Ocean Road é uma estrada que beira o mar e no caminho você se depara com vistas indescritíveis. Alugue um carro e pare obrigatoriamente nos seguintes pontos: Teddy’s Lookout em Lorne, Mariners Lookout, Gibson Steps, 12 Apostoles Lookout, Loch ard Gorge, London Bridge, The Arch, The Grotto, Bay of Martyrs. 
Intercâmbio em Melbourne - Birghton Beach

Tem uma casinha mais bonitinha do que outra.

Pontos Turísticos

  • Royal Botanic Gardens: Maravilhoso como a maioria dos Jardins Botânicos mundo afora.
  • Carlton Gardens: Esse parque no meio da cidade é muito lindo, especialmente no outono, com aquele monte de folhas de diversas cores. 
  • Flagstaff Gardens: Outro parque relax para quebrar o agito do centro.
  • Eureka Skydeck: Esse prédio em Southbank tem 285 metros e o elevador te leva até o topo em 38 segundos. A vista é de tirar o fôlego! 

Yarra River é ótimo para curtir a noite também.

Passeios Cult

  • State Library: A biblioteca de Melbourne é uma das mais bonitas que já vi e fica em frente à estação central da cidade.
  • Hosier Lane: Essa ruazinha fica próxima a Flinders e é pura arte.

Para comer e beber

  • Docklands: Área que ainda pertence à “free tram zone”, mas muito mais calma do que o centro e com vários restaurantes bacanas.
  • A Acland Street conta com vários restaurantes e barzinhos bons, além de muitas lojas de doces!
  • Southbank / Yarra River: Meu pedaço preferido na cidade. Andar na beira do rio Yarra é muito revigorante e por lá você encontra restaurantes diversos, barzinhos, cassino e muitos artistas de rua. 
  • Federation Square, Flinders Station e St Paul Cathedral: Os três pontos são paradas obrigatórias para quem passa pelo centro da cidade. A chamada “Fed Square”é um complexo com bares, restaurantes e outras atrações. A estação Flinders é icônica e sua arquitetura é super europeia. A catedral também é lindíssima e o melhor: os três pontos estão bem próximos, então dá pra conhecê-los em um só passeio.
Intercâmbio em Melbourne - Mariners Lookout

Mariners Lookout vai te encantar.

Em resumo, eu diria: esqueça tudo que você ouviu falar sobre Austrália! Esse destino vai na contramão do estereótipo Aussie, mas mesmo assim costuma encantar muitos brasileiros. Cultura, esporte, arquitetura e gastronomia, tudo em um lugar só! Venham!

Se você adorou a matéria, acesse a nossa página de destinos e embarque para a Austrália. 

A Carla é formada em Turismo e atua há 14 anos na área de Educação Internacional. Antes do gap year, ela fez intercâmbio no Canadá e na Argentina. Conheça um pouco mais sobre a primeira parada desta volta ao mundo em outra matéria do nosso blog.

Autor
Experimento Experimento

A Experimento é pioneira no segmento de intercâmbio cultural, com mais de 50 anos de atuação no Brasil, é a maior rede especializada exclusivamente em intercâmbio cultural do país.

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